O bilionário abriu a porta de sua mansão e viu uma empregada limpando o chão… mas quando ela sussurrou “Desculpe, senhor”, a mala caiu de sua mão, porque aquela voz pertencia à sua esposa, que estava desaparecida há três anos. 😱
As portas duplas pretas da mansão Castelmont não se abriam para Damian Castelmont há quase quatro meses. Não porque ele tivesse perdido a casa, nem porque tivesse perdido sua fortuna, mas porque cada canto daquela mansão o lembrava da mulher que ele não conseguiu encontrar.
O nome dela era Sofia Castelmont. Ela era sua esposa, seu coração e a mulher que desapareceu em uma noite chuvosa em Barcelona, deixando para trás apenas um lenço rasgado, um telefone quebrado e um mistério que o destruiu pouco a pouco. 💔
Durante três anos, Damian procurou por toda parte. Ele contratou detetives particulares na Itália, entrou em contato com policiais na Espanha, ligou para velhos amigos da família na França e enviou pessoas a hospitais, abrigos, aeroportos, estações de trem, casas abandonadas e cidades de fronteira. Ele seguiu imagens de câmeras de segurança, pistas falsas, rumores cruéis e estranhos que o procuravam apenas por causa da recompensa.
No fim, todos diziam a mesma coisa: “Sr. Castelmont, o senhor precisa aceitar que ela pode ter partido.” Mas Damian nunca aceitou. Ele tirou as fotos dela das paredes porque olhar para elas doía demais, mas nunca tirou suas roupas do armário. Ele parou de usar a aliança em público, mas a mantinha em uma corrente sob a camisa, perto do peito.
Ele se tornou mais frio, mais silencioso e mais perigoso. Diziam que a dor havia transformado Damian Castelmont em pedra, mas estavam errados. Pedra não sangra por dentro.
Naquela tarde, Damian voltou à mansão mais cedo do que o esperado. Seu casaco preto se movia ao vento atrás dele enquanto o motorista esperava em silêncio ao lado do carro. Damian puxava sua própria mala, porque odiava ser ajudado com coisas pequenas quando não conseguia consertar a única coisa que realmente importava.
As maçanetas douradas das enormes portas pretas giraram lentamente. Lá dentro, a mansão estava limpa demais, brilhante demais e perfeita demais. O mármore branco se estendia pelo saguão como água congelada, a escadaria de vidro curvava-se para cima à esquerda, e a luz do sol refletia nas superfícies polidas, fazendo tudo parecer caro e vazio.
Então Damian ouviu algo. Um balde raspou no mármore, um pano esfregava rápido contra o chão e uma respiração assustada quebrou o silêncio. Perto do centro do saguão, uma empregada estava ajoelhada no chão, esfregando uma grande mancha marrom que havia se espalhado pelo mármore.

Seu uniforme cinza estava úmido, o avental branco manchado, e o cabelo preso firmemente em um coque baixo. Sua cabeça permanecia abaixada, como se ela tivesse aprendido a não olhar ninguém nos olhos.
Damian parou. Ele não a reconheceu de imediato — e por que reconheceria? A Sofia que ele lembrava usava vestidos de seda, ria descalça no jardim, discutia sobre pinturas, dançava na cozinha e tocava seu rosto sempre que seu temperamento ficava mais intenso.
Essa mulher parecia quebrada. Parecia menor do que a própria vida. Parecia alguém que passou anos pedindo desculpa por existir.
A empregada entrou em pânico ao notar os sapatos dele. Limpou mais rápido, empurrando a água suja para longe antes que tocasse nele, e sua mão tremia tanto que o pano escorregou entre seus dedos.
“Desculpe, senhor…” ela sussurrou.
Toda a mansão parou de respirar.
Os dedos de Damian se abriram, e a mala escorregou de sua mão antes de cair com força no chão de mármore. O som ecoou pelo saguão como um trovão. A empregada congelou, e o rosto de Damian perdeu toda a cor.
Aquela voz pertencia à mulher que ele ouvia em sonhos, em pesadelos, e todas as noites quando a casa ficava em silêncio e a dor rastejava pelas paredes. Seus lábios se abriram, mas nenhum som saiu no início. Então ele deu um passo à frente.
“Sofia?” ele sussurrou.
Os ombros da empregada tremeram. Lentamente, com esforço, ela levantou a cabeça, e Damian Castelmont — o homem que fazia banqueiros tremerem e políticos abrirem caminho — olhou nos olhos de sua esposa desaparecida.
Seu rosto estava mais magro, suas bochechas molhadas, e seus olhos vermelhos, assustados e cheios de reconhecimento. Ela olhava para ele como se quisesse correr para seus braços, mas também como alguém que aprendeu que correr era proibido. 😢
Damian deu mais um passo, mas Sofia recuou. Esse pequeno movimento o destruiu mais do que as lágrimas dela, porque sua esposa não o havia esquecido — ela temia o que aconteceria se o alcançasse.
“Sofia,” ele disse novamente, desta vez mais suave. “Meu Deus… o que fizeram com você?”
Seus lábios tremeram. Ela tentou responder, mas sua voz falhou antes que as palavras saíssem.
Então, um aplauso lento veio da escadaria. Não era alto, nem dramático — era suave o suficiente para ser cruel.
Damian se virou.
Celeste Varenne estava na escada de vidro, vestindo uma blusa de seda branca e calças creme, o cabelo loiro caindo perfeitamente sobre um ombro. Ela parecia elegante, calma… e venenosa. Uma mão repousava no corrimão, como se a mansão fosse dela, e seu sorriso era gentil — o que de alguma forma tornava tudo pior.
“Você finalmente reconheceu sua pequena empregada?” ela perguntou.

Sofia abaixou a cabeça instantaneamente. O movimento foi automático, treinado… humilhante. Damian viu aquilo, e naquele momento, a dor se transformou em algo mais frio e mais afiado.
Celeste desceu dois degraus, permanecendo acima dos dois. Ela olhou para Sofia como quem olha para um vestido arruinado, não para um ser humano.
“Ela foi muito útil enquanto você estava fora,” continuou Celeste. “Quieta. Obediente. Quase invisível.”
O maxilar de Damian se contraiu.
“Não diga mais uma palavra.”
Celeste sorriu ainda mais, fingindo não perceber o aviso na voz dele.
“Você procurou pela Europa inteira por uma esposa,” disse, inclinando a cabeça. “Que trágico você nunca ter pensado em procurar dentro da própria casa.”
Sofia apertou o pano molhado em sua mão até que a água suja escorresse entre seus dedos. Damian olhou para os pulsos dela e viu marcas leves — não recentes o suficiente para gritar… mas não antigas o suficiente para serem perdoadas.
Seus olhos voltaram para Celeste. Pela primeira vez, o sorriso dela vacilou, porque Damian Castelmont já não estava em choque. Ele entendia o suficiente — e o que não entendia, destruiria o mundo para descobrir.
Ele deu um passo em direção à escada, e os dedos de Celeste se apertaram no corrimão.
“Damian,” ela disse com cuidado, a voz menos confiante agora. “Você deveria se acalmar.”
Ele parou no primeiro degrau e olhou para ela. Sua voz era baixa — e era assim que todos sabiam que o perigo havia chegado.
“Você teve três anos,” ele disse. “Três anos para rezar para que eu nunca descobrisse.”
A confiança de vidro de Celeste se quebrou. Atrás dele, Sofia levantou os olhos cheios de lágrimas, e Damian não tocou em Celeste nem gritou. Ele apenas se virou para Sofia, tirou lentamente seu casaco preto e o colocou sobre os ombros trêmulos dela.
Então ele olhou novamente para Celeste. A mansão estava em silêncio, e até o mármore parecia esperar.
Celeste engoliu em seco.
As palavras finais de Damian mal passaram de um sussurro:
“Mas eu a encontrei.”
E, pela primeira vez em três anos, a mulher que controlava o segredo parecia… com medo. 😳
PARTE 3:
Parte 3: O bilionário abriu a porta de sua mansão e viu uma empregada limpando o chão…